12 mitos sobre a terapia cognitiva

12 mitos sobre a terapia cognitiva

1. Mito: A terapia cognitiva é excessivamente intelectual e não lida com sentimento.

Realidade: É verdade que a terapia cognitiva se concentra muito em como pensamos e nos comportamos. Mas os pensamentos e crenças importantes na terapia cognitiva são emocionais – eles tratam de nossas emoções e não de nosso intelecto. A terapia cognitiva consiste em mudar emoções, pedimos continuamente às pessoas que observem, registrem e compreendam “como elas se sentem”.

2. Mito: Somente pessoas com alto nível de instrução ou muito inteligentes podem beneficiar-se da terapia cognitiva.

Realidade: A capacidade de observar seu pensamento e avaliá-lo, e de considerar modos alternativos de pensar é mais importante para o sucesso da terapia cognitiva do que o quanto você estudou ou o seu Q.I.

3. Mito: Por ser muito rígida, a terapia cognitiva não pode levar em conta as necessidades e circunstâncias singulares dos indivíduos.

Realidade: A terapia cognitiva é sempre aplicada às características singulares da situação que a pessoa está envolvida, construindo e conceitualizando o seu perfil clínico próprio.

4. Mito: A terapia cognitiva é muito superficial, tratando apenas os sintomas e não abordando a causa básica do problema.

Realidade: A terapia cognitiva considera os pensamentos e crenças automáticos os elementos básicos do problema. Ao abordar essas “causas cognitivas básicas”, a terapia cognitiva muitas vezes apresentou benefícios mais duradouros para reduzir a ansiedade, por exemplo, do que a medicação.

5. Mito: Você não pode se beneficiar da terapia cognitiva se estiver tomando medicação.

Realidade: Pesquisas científicas e nossa experiência clínica demonstram que as pessoas que tomam medicação podem se beneficiar significativamente da terapia cognitiva.

6. Mito: É preciso ser bem organizado e disciplinado para se beneficiar da terapia cognitiva.

Realidade: Não existem evidências científicas de pesquisa de que uma personalidade bem organizada e disciplinada beneficia-se mais da terapia cognitiva do que qualquer outra pessoa.

7. Mito: A terapia cognitiva ignora completamente a influência do passado.

Realidade: A terapia cognitiva realmente se concentra no presente, mas difíceis vivências passadas e adversidades na infância podem ser consideradas quando têm uma influência importante no atual funcionamento emocional dos indivíduos.

8. Mito: A terapia cognitiva é eficaz somente com ansiedade leve ou moderada.

Realidade: Estudos de resultados que avaliaram formalmente a terapia cognitiva demonstram que pessoas com sintomas e transtornos de ansiedade graves podem obter melhora significativa dos sintomas.

9. Mito: A terapia cognitiva é um terapia “só de falar”, na qual as pessoas “livram-se do problema falando”.

Realidade: A mudança de comportamento é uma parte muito importante da terapia cognitiva. Embora mudar nosso pensamento sobre o problema seja fundamental, é igualmente importante que as pessoas também mudem seus comportamentos e ajam de maneira diferente em resposta a este problema.

10. Mito: A terapia cognitiva enfatiza o “poder do pensamento positivo” para persuadir as pessoas.

Realidade: A terapia cognitiva enfatiza a importância do “pensamento realista” e não do “pensamento positivo”. Ela reduz a ansiedade, por exemplo, ensinando as pessoas a substituir o pensamento irrealista exagerado por avaliações mais precisas e realistas da ameaça nas atividades diárias comuns.

11. Mito: O tratamento cognitivo é lento e pode levar muitas semanas até que benefícios reais seja observados.

Realidade: Muitos dos efeitos significativos da terapia cognitiva podem ser observados nas primeiras sessões de tratamento. Você pode esperar ver alguma melhora nas primeiras 4 a 6 semanas de terapia cognitiva, dependendo da condição clínica apresentada.

12. Mito: É raro ver reduções do problema repentinas na terapia cognitiva.

Realidade: Pessoas formalmente submetidas à terapia cognitiva podem sentir uma redução repentina da ansiedade, por exemplo, de uma semana para outra.

Fonte: adaptado de Clark e Beck, 2012